Decorrente de transtornos traumáticos e/ou devido a uma onicomicose, os processos inflamatórios da borda ungueal são bastante freqüentes e de difícil tratamento. Quando são conduzidos com uma terapêutica adequada regridem normalmente sem recidivas.
O tratamento divide-se em três fases:
1ª fase - Com técnica e instrumental apropriado, realiza-se a espiculectomia que é a retirada da borda da unha que está encravada, iniciando o processo de cicatrização.
2ª fase - Após a cicatrização, realiza-se a confecção de órtese acrílica para a abertura do leito e/ou a aplicação de tensores para diminuir a convexidade e permitir o crescimento da nova unha.
3ª fase - Nessa fase é muito importante avaliar e explicar quanto as possíveis causas etiológicas da Onicocriptose, bem como, dar orientação quanto aos tipos de calçados adequados uma vez que isso será determinante para a saúde geral dos pés.
É caracterizada por qualquer alteração na estrutura da lâmina ungueal (formato, espessura, cor e/ou angulação), e gera várias conseqüências desagradáveis aos pés. Existem vária etiologias para a onicodistrofia sendo as mais comuns o trauma crônico gerado pelos calçados mal adaptados e as infecções fúngicas e bacterianas geradas por erros na manipulação das bordas ungueais. Na Podologia dispomos de várias técnicas para realizar o seu tratamento.
Confeccionada com o mesmo material que se utiliza na ortodontia, as órteses metálicas, são usadas na correção das onicodistrofias com mudança na convexidade sendo essa lâmina também hipertrófica. Apresentam um resultado bastante rápido, contudo, esse método, deve ser acompanhado com muito cuidado para evitar as iatrogenias
Confeccionada com resina acrílica autopolimerizável essa órtese é usada para:
Apresenta um ótimo resultado terapêutico bem como um perfeito efeito estético. É na minha opinião o método mais versátil de tratar uma onicodistrofia.
É uma fibra de memória molecular qualquer material que após sofrer alguma deformação tem a capacidade de retornar a sua posição original.
Na Podologia utilizamos uma paleta de poliéster que fixada a unha funciona como uma mola.
Essas fibras são aplicadas nas onicodistrofias que apresentam convexidade aumentada, após a utilização da órtese metálica, nos casos de unhas mais grossas e são bastante utilizadas pela facilidade de aplicação e por um risco reduzido de iatrogenias.
Partindo do princípio que o fungo é um oportunista e que necessita de alguma seqüela para fazer uma nova colônia, devemos não apenas administrar os fármacos apropriados, mas também prevenir e/ou acabar com os fatores que geram a suscetibilidade das unhas.
Em alguns casos observamos recidivas ou apenas a paralisação na evolução da cura, nesses casos devemos reavaliar a nossa conduta e procurarmos abrir um diagnóstico diferencial para esse caso.
Quando se pensa em tratamento de Onicomicose, o profissional responsável por essa área é o Dermatologista, contudo, por ser o Podólogo um profissional especializado no tratamento dos pés, atuamos de forma conjunta e imprescindível nessas lesões. Com uma profilaxia que permite a melhor absorção do fármaco (endoniquia) e técnicas que minimizam os traumas obtemos um bom índice de cura.
A hipertrofia ungueal é caracterizada pelas unhas espessas, opacas, com o crescimento exagerado para cima e/ou para os lados. As causas mais prováveis para essa patologia são os traumas crônicos com comprometimento circulatório na matriz germinativa. O tratamento é feito com a endoniquia da lâmina para descomprimir o leito doloroso e a prescrição de antimicóticos quando associados ao caso.
É a inflamação dos tecidos circundantes de uma unha, geralmente ocorrem como contaminação secundária nos casos de onicomicose por cândida sp.
É um dos problemas mais comuns na área da podologia clínica. São formados pela compressão e/ou atrito do calçado em uma área proeminente dos pés. De acordo com a sua localização, recebem uma nomenclatura específica: Calo duro – localiza-se sobre as articulações interfalangeanas nos dedos em garra ou na borda dorso-lateral do quinto artelho.
São bastante freqüentes nas áreas de mais atrito na região plantar. Quando localizadas na extremidade dos calcanhares, podem apresentar fissuras, que se não forem bem conduzidas, serão portas de entrada de infecção.
São pápulas ceratósicas que devido a localização, crescem para dentro. São dolorosas quando palpadas na sua extremidade, diferente dos núcleos plantares que doem a compressão direta. Popularmente conhecidas como olho-de-peixe.
(tinea pedis) São descritas três formas: aguda, intertriginosa e crônica.